sexta-feira, 17 de junho de 2016

O que são PANCs?


PANCs são Plantas Alimentícias Não Convencionais, ou seja, plantas que podem servir de alimento (e remédio) mas que não estão entre as plantas comumente encontradas nos mercados como alimento. A prática da agricultura foi selecionando apenas algumas variedades, inclusive fazendo com que sejam dependentes de cuidados para prosperar, contribuindo para o progressivo esquecimento de outras possibilidades alimentares. Nossos antepassados consumiam mais de cem espécies vegetais durante o ano, enquanto o homem moderno raramente ultrapassa 30 ou 40 espécies. As PANCs costumam ser mais nutritivas e mais medicinais.

Outro aspecto interessante de conhecer as PANCs é o fato de ganharmos mais intimidade com a paisagem e interação com a natureza, ampliando nossa percepção e sensibilidade.

Semana que vem, aqui em Santos, vai haver uma palestra gratuita sobre PANCs. Neste encontro o escritor e pesquisador Pedro Ivo irá explorar a importância das PANCs para nossa saúde, soberania e contato com a natureza. Algumas espécies coletadas serão mostradas e ele falará de algumas das PANCs mais conhecidas e fáceis de encontrar.

Mais informações sobre a palestra podem ser obtidas aqui


PALESTRA PANC
Quinta-feira, 23 de junho de 2016 
Das 20h às 22 horas 
R. Goytacazes, 8
Bairro do Gonzaga
Santos, SP

terça-feira, 14 de junho de 2016

A sua, a minha, a nossa Transição

Moro numa cidade litorânea de superlativos. Santos abriga o maior porto da América Latina e um lindo jardim de orla, o maior do mundo. Entretanto, apesar das belezas naturais e do grande valor histórico e cultural deste município, enfrentamos há tempos diversos problemas, também superlativos, que vão desde o alto custo de vida e constante especulação imobiliária, a taxas altíssimas de homicídios e, para completar a lista, abrigamos a maior favela de palafitas do país, onde famílias inteiras vivem de forma precária e em meio a um lixão.

Uma constante preocupação, não só com o bem estar dos meus próximos, mas com a sobrevivência das comunidades menos favorecidas à minha volta, a triste realidade social do meu país e as sérias consequências que as emissões humanas de gases do efeito estufa já começam a trazer para os animais humanos e não-humanos deste planeta, me faz há anos buscar alternativas para uma vida mais simples, compassiva e colaborativa.

Há mais ou menos dois anos, ouvi falar das iniciativas mundiais de transição, o movimento de cidades sustentáveis, ou Transition Towns iniciado pelo Rob Hopkins. Fiquei muito feliz, não só por saber que fazia parte de uma mudança maior que eu já havia iniciado internamente e ao meu redor, mas também pela possibilidade de conhecer pessoas de pensamento e atitudes semelhantes às minhas. Em viagens internacionais isso ficou ainda mais forte pois fiz amigos e conheci iniciativas rurais e urbanas incríveis em outros países, também.

No final do ano passado, participei de um curso de Permacultura em São Paulo, e desde então venho pesquisando por conta própria sobre a descarbonização do planeta. A cada palestra e documento compartilhado por essa comunidade formidável, fico mais otimista em relação a um futuro que já começou e que me parece uma das únicas respostas à destruição do meio ambiente e instabilidade econômica que nos assolam em nível mundial.

Participei no início deste ano do “Terceiro Encontro Brasileiro da Transição” e conheci pessoas extraordinárias, muito atuantes dentro do movimento e que tem prazer em passar adiante seus conhecimentos.

Todas essas atividades me aproximaram ainda mais do movimento de Transição no Brasil e hoje sou articuladora regional. Uso este espaço e as redes sociais para divulgar todos os eventos de que tenho notícia e os que eu ajudo a organizar, na esperança de que mais pessoas se conscientizem rapidamente da necessidade de nos unirmos para transformar este planeta num lugar saudável para se viver não só fisicamente, mas com igualdade econômica e justiça social. Se você tiver dúvidas, sugestões, informações sobre eventos ou quiser saber mais, deixe uma mensagem nos comentários.

Para ler mais em inglês ou em português, fique à vontade. :-) 


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Arroz Jollof


Arroz Jollof é um prato popular do oeste africano, que tem como ingredientes básicos arroz, tomate, molho de tomate, cebola, sal e pimenta vermelha. Ele é consumido principalmente na Nigéria, Togo, Gana, Serra Leoa e Libéria e é muito fácil de preparar. Pelo video já dá pra se ter uma ideia, né? A receita, do chef nigeriano Tunde Wey, que vive em New Orleans, apareceu essa semana no site do jornal NY Times  e é ótima. Vegana e super apimentada, do jeito que eu gosto!

Dicas: pule com tranquilidade os passos 1 e 2 e simplesmente coloque todos os ingredientes, menos o arroz, no liquidificador. Bata até ficar homogêneo, como no vídeo. Transfira a mistura para a panela e cozinhe junto com o arroz por uns 20 minutos assim que começar a ferver (45 minutos é tempo demais). Use um pouco mais de água e um pouco menos de óleo do que pede essa receita e tudo ficará bem.

Se bobear dá pra fazer na máquina de arroz, de uma vez só. Além disso, a "rice cooker" desliga-se sozinha e não deixa o arroz queimar. Isso é sensacional. Sou fã dessa panela.

Bom apetite!




sexta-feira, 1 de abril de 2016

Por que os sacos plásticos são do mal

Este curta de animação mostra os males que as sacolas plásticas causam ao planeta e aponta uma solução muito simples para evitá-los, que depende apenas da sua disciplina. Quer saber qual é essa solução? Assista a esta versão brasileira que nós do Coletivo Onda Vegana produzimos. Voz e tradução minhas. :-) 



segunda-feira, 28 de março de 2016

Dicas de lavanderia...


Lavar roupa muito suja com água quente não resolve. Em vez de limpar, a água quente cozinha toda a sujeira, deixando a roupa amarelada.

Use produtos biodegradáveis e que não contêm lixívia, corantes, aromas e ingredientes provenientes do petróleo.

Amaciante de roupas é péssimo. Ele deixa uma fragrância sintética e intoxicante na roupa. Para eliminar a estática, deixe a roupa secar ao ar livre. Coloque meia xícara de vinagre branco na roupa de molho. O vinagre é um amaciante 100% natural de tecidos (e a roupa não fica com cheiro de pepino em conserva, isso é mito). Não use alvejante junto com o vinagre porque essa mistura pode resultar em vapores tóxicos. 

Não passe roupa. Passar roupa é um saco e ainda consome energia e deteriora o tecido. Para evitar que amasse, pendure a roupa imediatamente após a lavagem e assim que estiver seca, dobre e guarde. Para as que amassam ou enrugam demais, pendure-as no banheiro enquanto você toma banho. O vapor ajuda a reanimar as fibras diminuindo vincos e marcas. 

Foto: Shutterstock

quarta-feira, 23 de março de 2016

O Dilema do Bonde

A vida é repleta de escolhas. Algumas delas são fáceis de fazer. Outras mais difíceis, quando precisamos escolher entre duas alternativas contraditórias ou antagônicas. Quando isso ocorre estamos diante de um dilema. Assista este pequeno vídeo sobre o famoso "dilema do bonde" só que dessa vez com uma reviravolta. Entenda do que trata esse dilema e como você pode resolvê-lo.

Fiz a narração e tradução em colaboração com o meu amado coletivo Onda Vegana - Direitos Animais no Litoral. Se curtir, compartilhe.



Onda Vegana - Direitos Animais no Litoral:

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segunda-feira, 21 de março de 2016

Mini Vegano


Essa fofura de criatura é o Diego Naropa, o Mini Vegano. Ele tem 11 anos e vai estar em Santos no dia 3 de abril, visitando o Bazar Vegano Caiçara Vegan Fest. Apareça por lá e leve suas crianças!

3º Bazar Vegano em Santos
03/04/16 - das 11h as 20h
Rua Olintho Rodrigues Dantas, 80, Santos

Este é o canal do Diego no YouTube. Foto via Vegana é a sua mãe.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Fazendo a nossa parte

A Claudia Visoni (Hortelões Urbanos) é daquelas pessoas que inspiram porque falam a nossa língua. Ela fala como quem não sabia e quando soube ficou doidinha pra passar o conhecimento à frente. Coisa de jornalista. :-) Eu sou assim e me identifiquei na hora com ela. Aí, semana passada, tive a oportunidade de conhecê-la durante o Terceiro Encontro Brasileiro das Cidades em Transição (onde conheci mais um bocado de gente boa e inspiradora, mas sobre isso eu falo em outro post). 

O blog da Claudia é de uma utilidade ímpar. Ajuda a por em prática o que é preciso para começarmos já a fazer a nossa parte pelo meio ambiente. Lembra do discurso do Leonardo DiCaprio em seu agradecimento ao Oscar? Aquele que todo mundo compartilhou imediatamente? “O aquecimento global é uma realidade e nós temos que trabalhar juntos e fazer alguma coisa.” Bom, a Claudia faz e ensina. Dêem uma olhada nesse post sobre produtos de limpeza, por exemplo, e hajam já. 



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A feira



Nesse início de ano resolvi retomar o blog e continuar a dar dicas sobre veganismo, direitos animais, ecologia, sustentabilidade e comidinha boa. Espero que curtam. Para a produção desse video, tive o auxílio luxuoso do meu amigo de milênios, meu caríssimo Jorge Oliveira. Feliz ano novo!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

"Abate humanitário" é historinha pra boi dormir

Com o perdão do trocadilho no título deste post, é incrível como ainda tem gente que acredita no termo "abate humanitário". Devem ser as mesmas pessoas que professam aos quatro ventos sobre a importância de galinhas serem "criadas soltas".

Vamos aos fatos. Em matadouros não considerados humanitários, os animais são mortos com golpes de marretas ou com tiros de espingardas em ambientes geralmente insalubres. E nos considerados humanitários, de acordo com o Sérgio Greif, por exemplo, há um conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais que serão abatidos, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico. Mas veja bem, e ele acerta em cheio nesse ponto: termos como “humanitário” e “bem-estar” deveriam ser aplicados apenas nos casos em que buscamos o bem do indivíduo, e não para as situações em que ao final vamos matá-lo de alguma forma". O ato de matar o animal em questão já neutraliza e nega qualquer possível ato humanitário dirigido a ele.

O que nos leva aos seguintes pontos:

  • Não há necessidade de nos alimentarmos de animais. As pessoas o fazem porque querem. Comer carne e derivados é uma opção.
  • Qualquer que seja o método, os animais perdem a vida e isso por si só já é cruel. 
  • Se o conceito de abate humanitário fizesse sentido, atordoar um ser humano com uma marretada na cabeça antes de sangrá-lo e desmembrá-lo não seria um crime, menos ainda matá-lo com um tiro certeiro na cabeça. (Na mosca de novo, Sergio Greiff!)
  • Pecuaristas têm interesse no abate humanitário porque isso exime o consumidor da culpa por fazer o animal sofrer e isso o leva a continuar consumindo, o que reverte em lucro para eles, pecuaristas.
  • Um pouco menos cruel não é sinônimo de sem crueldade, e só porque é um pouco mais controlado não quer dizer que é certo ou correto.
  • Não há fiscalização suficiente no Brasil.

Aproximadamente 30% da carne brasileira é produzida sem fiscalização. Isso pode provocar uma série de doenças que podem matar, como a cisticercose, tuberculose, botulismo e toxoplasmose. A inspeção da carne é feita em apenas 17% dos municípios brasileiros.

Digamos então, que você não consuma carne, só derivados. Não há absolutamente nada de humanitário em manter vacas constantemente grávidas e separar seus filhotes logo após o nascimento. O processo de mantê-las grávidas, também não é nada natural. Na inseminação, uma pessoa (humana, pra deixar bem claro) enfia seu braço inteiro, sim eu disse BRAÇO INTEIRO, no reto da vaca para posicionar o útero dela e então enfia um instrumento pela vagina do pobre animal. Veja a foto.

Bezerros machos não servem para a produção de leite, duh, então eles são encaminhados para a produção de vitela e viram baby beef, ou são enviados para leilões, onde serão vendidos e mortos apenas alguns dias depois de nascer. Os que vão virar bifinho macio sofrem uma castração cruel e são mortos depois de viver por 4 meses num jaula minúscula.

Depois de quatro a seis anos, as vacas leiteiras estão exaustas por terem sido forçadas a parir e produzir leite continuamente. Em liberdade, viveriam 25 anos ou mais.

Então, fica a pergunta: você acha que vale a pena torturar e matar animais para satisfazer o seu paladar? Se a resposta for afirmativa, não me venha dizer que o lacto-vegetarianismo é ético, que comer queijinho não afeta a vida dos bichos, ou que você só consome animais criados soltos, ou que passaram por abate humanitário e que essa é "a maneira correta". Não diga isso. Cale-se ou diga simplesmente que não se importa com a violência no mundo para que o seu apetite medieval esteja satisfeito.

E bons sonhos à noite.

Para ler mais sobre o assunto, clique aqui e aqui. Este artigo está em inglês. E aqui também tem mais detalhes sobre isso.

Informe-se, faça a conexão. Não deixe que as grandes empresas envolvidas com a pecuária te enganem. Torne-se vegano o mais rápido possível e mostre que você se importa - na prática. Ajude a salvar vidas. Obrigada!


sábado, 7 de novembro de 2015

Tofu maravilha

Já falei sobre ele por aqui, mas preciso relembrar a todos a delícia que é esse ingrediente super nutritivo e livre de sofrimento animal.


Tofu é super versátil. Pode ser frito, assado, salteado, refogado, grelhado... E você pode fatiá-lo, cortá-lo em cubinhos, amassá-lo, ralá-lo, picá-lo ou processá-lo. Ele varia de macio a firme. Tudo depende do que você quer fazer com ele. Pode ser usado em milhões de pratos salgados, de sopas a curries, e em receitas incríveis de doces e sobremesas, como cheesecake, mousse, etc.


Tofu é um ótimo substituto do ovo em omeletes e quiches e serve de base para maravilhosos patês e molhos. Dá pra fazer tanta coisa com tofu, que nem sei.... E ainda é super rico em proteína e ferro, vitaminas do complexo B e isoflavonas, além de ter baixo teor de sódio, de calorias e ZERO colesterol. 

Aqui tem uma lista chamada TOFU, pra você ver tudo o que eu já fiz com esse ingrediente mágico. Dê uma olhada para se inspirar e criar maravilhas saborosas, saudáveis e livres de sofrimento e exploração animal, pra você e toda a sua família! De nada. ;-)




terça-feira, 22 de setembro de 2015

Gelataria Fragoleto, em Lisboa

Essa sorveteria não é vegana, mas oferece opções veganas deliciosas. E o atendimento também é ótimo. Quando estiver em Portugal, não deixe de experimentar. 




Gelataria Fragoleto
Rua da Prata, 61 (paralela à famosa R. Augusta)
Lisboa

Telefone: +351 21 347 9472
Aberta todos os dias das 11h às 20h

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Pelo planeta

Hoje é o Dia da Árvore e amanhã é o Dia Mundial Sem Carro. Portanto, uma ótima semana para reflexão e ação direta de proteção ao meio ambiente e no combate ao aquecimento global e aos impactos ambientais em geral, né?  


Via Segunda Sem Carne. Aqui em casa todo dia é sem carne, sem laticínios, sem ovos, sem mel. Seja vegano e ajude a salvar o planeta!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Palestra sobre o nascimento de uma ativista

Assista e deixe-se emocionar. O ativismo pelos direitos animais salva inúmeros seres que não podem falar e se defender. Seja vegano, e se puder, seja também ativista e salve MAIS VIDAS AINDA!

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